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Literatura Portuguesa
e Identidade

De Camões a Fernando Pessoa, de Eça a Sophia — um percurso pela alma da língua e da literatura que nos define enquanto povo.

8 semanas Presencial 16 vagas Quartas, 19h–21h

Sobre o curso

De Camões a Fernando Pessoa, de Eça de Queirós a Sophia de Mello Breyner — um percurso pela alma da língua e da literatura que nos define enquanto povo. Mais do que um curso de história literária, este programa propõe uma leitura viva dos textos.

O que disseram os escritores portugueses sobre a saudade, o mar, a perda, o amor e a identidade? Como a literatura portuguesa se foi construindo na tensão entre o universal e o profundamente local? Cada sessão parte de um texto para abrir um diálogo sobre quem somos.

O que vai aprender

  • Ler e interpretar textos literários portugueses dos séculos XVI ao XXI
  • Compreender o contexto histórico e cultural de cada período literário
  • Reconhecer os temas fundadores da identidade literária lusófona
  • Desenvolver uma relação pessoal e renovada com a língua literária
  • Articular os grandes textos da literatura portuguesa com questões contemporâneas
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Programa do Curso

Épica e lírica na obra de Luís de Camões. Como Os Lusíadas fundam uma identidade nacional e como a lírica camoniana antecipa a modernidade. O mar como metáfora e como destino.
  • Os Lusíadas: épica, mito e história
  • A lírica: amor, tempo e saudade
  • Camões no século XXI — porque ainda o lemos

A construção da nação através da literatura. Garrett e o romantismo como reinvenção da identidade. Herculano e a história. Eça de Queirós e a crítica ao Portugal burguês do século XIX.
  • Garrett: pátria, saudade e modernidade
  • Eça: ironia, realismo e o retrato de Portugal
  • A questão coimbrã e o debate das gerações

O caso mais singular da literatura portuguesa: um homem que foi muitos. Álvaro de Campos, Ricardo Reis, Alberto Caeiro e o ortónimo Pessoa — quatro poéticas, uma identidade fragmentada.
  • O heterónimo como forma de existência
  • O Livro do Desassossego e a prosa poética
  • Pessoa e a modernidade europeia

Sophia de Mello Breyner, José Saramago, António Lobo Antunes — três formas radicalmente diferentes de habitar a língua portuguesa e o mundo. O que a literatura contemporânea portuguesa nos diz sobre nós.
  • Sophia: a ética da clareza e da luz
  • Saramago: a parabola histórica e o irrisório sagrado
  • Lobo Antunes: a língua como ferida e como cura

Margarida Nunes

Professora · Investigadora em Literatura Portuguesa

Margarida Nunes é doutora em Estudos Portugueses pela Universidade Nova de Lisboa, onde lecciona literatura portuguesa dos séculos XIX e XX. Autora de dois ensaios sobre a obra de Eça de Queirós e colaboradora regular de revistas de cultura e literatura. Acredita que a literatura portuguesa é das mais ricas e injustamente desconhecidas do mundo — e que ler Pessoa, Eça ou Sophia é sempre, também, ler-nos a nós próprios.

"Voltei a ler Pessoa com uma atenção completamente diferente. A Margarida tem o dom de nos fazer sentir que a literatura é urgente, não decorativa."

Carlos Magalhães Literatura Portuguesa e Identidade · Edição 2025
Próxima edição · Outubro 2026

Redescubra a literatura que nos fez.

16 vagas. Aberto a todos os que amam a língua portuguesa.

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